DAÍ A DEMOCRACIA QUE VALORIZO
DAÍ A DEMOCRACIA QUE VALORIZO
Cada um vota como quiser. Eu respeito integralmente essa liberdade.
Eu, particularmente, já tenho a minha escolha para a Presidência da República nas eleições de 4 de outubro de 2026.
Mas, quero propor algo que considero ainda mais importante:
Será que o Brasil realmente precisa continuar sendo apresentado como se tivesse apenas dois lados?
Será que precisamos escolher sempre entre duas alternativas, muitas vezes apenas pelo receio de que a outra vença?
Ou será que a democracia também significa conhecer outras possibilidades, estudar, comparar e tomar uma decisão consciente?
É essa reflexão que gostaria de compartilhar.
O QUE, EFETIVAMENTE, ESTAMOS FAZENDO COMO CIDADÃOS?
Mais importante do que perguntar somente quem irá governar, talvez seja perguntar:
O que eu, cidadão ou cidadã, estou fazendo para acompanhar aquilo que acontece na minha própria cidade?
Por exemplo:
A Câmara de Vereadores da minha cidade está conseguindo exercer plenamente sua função fiscalizadora?
Os cidadãos conhecem suficientemente as informações necessárias para acompanhar a administração pública municipal?
Estamos utilizando, de maneira prática, as informações das contas públicas para compreender como os recursos arrecadados através dos nossos impostos estão sendo utilizados?
E existe uma outra pergunta que considero fundamental:
O que cada um de nós pode fazer para ampliar esse conhecimento?
É justamente nesse ponto que entra o DCC — Demonstrativo Contábil do Cidadão.
1º — SERÁ QUE PRECISAMOS CONTINUAR ACEITANDO QUE EXISTAM APENAS DUAS OPÇÕES?
Nas últimas eleições presidenciais, uma parcela expressiva do eleitorado brasileiro não chegou a escolher um candidato.
No primeiro turno de 2014, por exemplo, a soma de abstenções, votos brancos e votos nulos correspondeu a aproximadamente 29% do eleitorado.
Em 2018, essa proporção ficou próxima de 29,1%.
Em 2022, no primeiro turno, ficou em aproximadamente 25,4%.
Esses números precisam ser compreendidos corretamente.
Abstenção não significa necessariamente rejeição aos candidatos. O eleitor pode simplesmente não ter comparecido à votação. Da mesma forma, votos brancos e nulos não são votos destinados a nenhum candidato.
Mas os números despertam uma reflexão:
Quantos brasileiros deixam de escolher porque não se sentem representados?
E quantos escolhem determinado candidato principalmente para impedir que outro vença?
Não tenho como responder essas perguntas pelos números das eleições.
Mas acredito que elas merecem ser feitas.
Porque democracia não significa apenas escolher entre alternativas apresentadas.
Também significa ter liberdade para conhecer, avaliar e considerar outras possibilidades.
2º — UMA ESCOLHA PRESIDENCIAL TEM CONSEQUÊNCIAS PARA O BRASIL E PARA O MUNDO
A escolha de um Presidente da República ultrapassa os limites do nosso território.
O Presidente representa o Brasil diante de outros países, instituições internacionais e da própria sociedade brasileira.
Por isso, considero importante observar não apenas aquilo que um candidato promete, mas também sua trajetória pública, suas ideias, sua capacidade de diálogo e a maneira como apresenta suas propostas.
Minha escolha pessoal pelo número 70 está relacionada àquilo que acredito que o Brasil precisa discutir.
Mas, independentemente da escolha de cada eleitor, considero saudável que o cidadão procure conhecer mais de uma alternativa, examine informações e não permita que a polarização substitua sua própria capacidade de reflexão.
3º — PAZ, SOBERANIA E VIDA HUMANA
A guerra entre Rússia e Ucrânia também me faz refletir sobre a responsabilidade de quem ocupa posições de poder.
Desde 24 de fevereiro de 2022, quando teve início a invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia, milhões de pessoas foram diretamente afetadas por um conflito cujas consequências ultrapassaram as fronteiras dos países envolvidos.
Não considero correto reduzir uma situação internacional tão complexa à responsabilidade de uma única pessoa.
Existem acontecimentos históricos, interesses geopolíticos, militares, econômicos e diplomáticos que precisam ser considerados.
Mas existe uma conclusão que considero essencial:
quanto maior o poder de uma liderança, maior deve ser sua responsabilidade com a paz e com a vida humana.
O Brasil precisa defender sua soberania e seus interesses.
Precisa manter relações diplomáticas responsáveis.
Precisa dialogar com diferentes países.
E precisa ter capacidade de tomar suas próprias decisões sem transformar vidas humanas em instrumentos de disputas geopolíticas.
Para mim, essa é uma preocupação que deve estar presente em qualquer discussão sobre o futuro do Brasil.
4º — TALVEZ PRECISEMOS PARAR DE PROCURAR “SALVADORES DA PÁTRIA”
Durante muito tempo, nós brasileiros fomos acostumados a esperar que alguém aparecesse para resolver os grandes problemas do País.
Um salvador.
Alguém forte.
Alguém que faria tudo por nós.
Mas acredito que precisamos começar a pensar de outra maneira.
Governos administram. Sociedades conscientes transformam.
E uma sociedade consciente precisa conhecer aquilo que acontece dentro da própria cidade.
É exatamente aqui que está uma das razões pelas quais dediquei tantos anos ao desenvolvimento do DCC — Demonstrativo Contábil do Cidadão.
O DCC procura transformar informações contábeis e administrativas, muitas vezes difíceis de compreender, em conhecimento que possa chegar ao cidadão.
Porque não basta saber que determinada Prefeitura gastou determinado valor.
É preciso poder perguntar:
Onde foi gasto?
Por que foi gasto?
Quanto custou?
Qual resultado foi produzido?
O recurso poderia ter produzido um resultado melhor?
Quando essas perguntas começam a fazer parte da vida do cidadão, a transparência deixa de ser apenas uma obrigação administrativa e passa a se transformar em instrumento de cidadania.
E o mais importante:
VOCÊ NÃO PRECISA LEVAR UMA DÉCADA PARA BUSCAR ESSE CONHECIMENTO.
Eu fiz isso.
Pesquisei, estudei, organizei informações e procurei formas de torná-las mais compreensíveis.
Hoje, esse conhecimento está sendo disponibilizado gratuitamente.
Você pode conhecê-lo, questioná-lo, utilizá-lo e, principalmente, compartilhá-lo com outras pessoas.
ONDE ENCONTRAR O DCC?
No site do DCC — gratuitamente.
Nas redes sociais do autor, Gildo Heckler — gratuitamente.
Nos vídeos de apresentações e palestras disponíveis no Canal do DCC no YouTube — gratuitamente.
Nos desenhos animados e materiais curtos que estão sendo compartilhados nas redes sociais e em grupos de WhatsApp — gratuitamente.
Não é necessário acreditar em mim.
Conheça o conteúdo.
Leia.
Assista.
Questione.
Converse sobre ele.
E, se entender que esse conhecimento pode ser útil para outra pessoa, compartilhe.
É assim que uma ideia deixa de pertencer somente ao seu autor e passa a pertencer à sociedade.
O DCC NÃO PRECISA DE UM GRANDE INVESTIMENTO PARA COMEÇAR
Ele precisa de algo muito mais simples:
um cidadão interessado em conhecer.
Depois, outro cidadão.
Depois, outro.
Uma pessoa compartilhando com outra.
Um empresário conversando com outro empresário.
Um cidadão mostrando ao seu vereador.
Um vereador perguntando.
Uma Câmara de Vereadores conhecendo.
Uma Prefeitura percebendo que existe uma sociedade interessada em compreender.
É dessa maneira que uma mudança cultural pode começar.
Não necessariamente de cima para baixo.
Mas também de cidadão para cidadão.
5º — E SE AQUELES QUE NÃO SE SENTEM REPRESENTADOS RESOLVESSEM PARTICIPAR?
Essa é uma reflexão que considero especialmente interessante.
Não como previsão eleitoral, mas como uma hipótese.
Imagine que uma parcela das pessoas que normalmente não comparecem às urnas decidisse participar.
Imagine que parte daqueles que votam em branco ou anulam seu voto encontrasse uma alternativa na qual realmente acreditasse.
Imagine também aqueles que escolhem determinado candidato apenas para impedir que outro vença.
Se parcelas desses diferentes grupos modificassem suas escolhas, o resultado de uma eleição poderia mudar significativamente.
Não seria correto simplesmente somar abstenções, votos brancos e nulos aos votos de determinado candidato.
Mas é perfeitamente possível imaginar um cenário em que mudanças de comportamento de diferentes grupos produzam uma votação muito diferente daquela inicialmente esperada.
Dependendo da dimensão dessas mudanças, uma candidatura poderia ultrapassar 50% dos votos válidos e, em um cenário hipotético, alcançar uma votação muito elevada, inclusive próxima de 66%.
Isso não é uma previsão.
É uma possibilidade matemática condicionada ao comportamento real dos eleitores.
E talvez a reflexão mais importante seja outra:
Será que cada eleitor está realmente escolhendo aquilo em que acredita?
Ou está escolhendo apenas aquilo que considera necessário para impedir que outra alternativa vença?
Essa resposta pertence exclusivamente a cada cidadão.
MAS O DCC CONTINUA, INDEPENDENTEMENTE DE QUEM VENÇA
Os candidatos passam.
Os governos passam.
As eleições passam.
Mas a necessidade de compreender e acompanhar a administração pública permanece.
É por isso que considero o DCC maior do que qualquer eleição.
O DCC não pertence ao Gildo.
Não pertence a um partido.
Não pertence a uma Prefeitura.
Não pertence a uma Câmara de Vereadores.
O DCC pertence ao cidadão.
E se o conhecimento que está sendo disponibilizado gratuitamente puder despertar uma única pessoa para acompanhar melhor sua cidade, já terá valido a pena.
Se essa pessoa compartilhar com outra, melhor ainda.
Se dez compartilharem com cem, melhor ainda.
E se milhares de cidadãos começarem a compreender melhor as contas públicas de seus municípios, poderemos estar diante de uma transformação muito maior.
A MINHA EXPECTATIVA
Minha expectativa vai muito além de uma eleição.
Quero ver o Brasil crescer economicamente sem destruir aquilo que possui.
Quero desenvolvimento social.
Quero responsabilidade na utilização dos recursos públicos.
Quero cuidado com nossas riquezas naturais.
Quero transparência que possa ser compreendida pelo cidadão.
Quero participação.
E, acima de tudo, quero que a vida humana volte a ocupar o lugar de importância que merece.
Nenhum indicador econômico.
Nenhum projeto político.
Nenhum partido.
Nenhum governo.
Nenhuma disputa ideológica.
Nada disso pode ser mais importante do que uma vida humana.
É por isso que continuo defendendo a necessidade de reduzir as mortes evitáveis que acontecem diariamente em nossas cidades.
Precisamos olhar para cada município brasileiro e perguntar:
O QUE PODERÍAMOS ESTAR FAZENDO HOJE PARA EVITAR QUE UMA VIDA SEJA PERDIDA AMANHÃ?
Talvez essa seja uma das perguntas mais importantes que uma sociedade possa fazer.
E talvez seja justamente por isso que precisamos deixar de esperar somente por “salvadores da Pátria”.
Precisamos começar a construir cidades que escolhem proteger a vida.
Essa é a transformação que eu gostaria de ajudar a construir.
E A MINHA ESCOLHA?
Eu respeito a escolha de cada brasileiro e de cada brasileira.
A minha escolha, entretanto, está definida.
Mas a reflexão que gostaria de deixar para todos é maior do que o meu próprio voto:
PENSE.
CONHEÇA.
COMPARE.
PARTICIPE.
E, depois de fazer sua própria reflexão, exerça livremente o seu direito de escolha.
E, independentemente de qual seja essa escolha, conheça o DCC e compartilhe aquilo que considerar útil.
Porque a democracia precisa de eleitores.
Mas uma democracia verdadeiramente participativa precisa, acima de tudo, de cidadãos que conheçam, acompanhem e participem.
E o conhecimento do DCC está disponível para você. GRATUITAMENTE.





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